quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Sobre amar demais e ser feito de trouxa

Eu sempre falo, a cada decepção amorosa vivida, que vou mudar meu jeito de ser, que vou criar menos expectativas, não vou me apaixonar tão rápido e tal... Mas cá entre nós, isso não vai acontecer...

Eu não vou mudar minha essência, mudar quem eu sou, por causa de ninguém, por mais que eu seja ferido por isso.

Eu sou assim, intenso. Amor pra mim é mar, e eu gosto de me jogar. Muitas vezes quebro a cara mergulhando fundo em pessoas rasas(ou que pelo menos no sentido de amor, tem pouco a oferecer)... Me jogo pensando ter um oceano pra mim, quando não tenho sequer uma piscina de bolinhas. Eu quero conhecer a pessoa por completo, mergulhar no mundo dela, mas diferente de mim que deixo minha vida aberta, com tudo de legal e repulsivo que faz parte de mim, pra que a pessoa decida por conta própria se vale a pena ou não estar ali, elas geralmente escondem uma boa parte de si, não deixando muito pra que eu conheça e explore, e também se limitam no próprio mergulhar...

Não vou mentir, tem horas que eu queria um feitiço que "congelasse" meu coração, queria ser o aquariano frio que tanto julgam que eu seja... Queria me fechar pro amor, não me apaixonar mais, e assim não me iludir e não me ferrar novamente...

Mas se eu fizer isso, estarei apenas construindo um "escudo" pra tentar me proteger... Vai ser uma vida falsa, baseada em medo, como a de muitos que me feriram. Eu não quero me tornar aquilo que me feriu.

O que eu quero de verdade, o que eu sonho, é com encontrar alguém(ou "alguéns") que venha sem medo, que se jogue, que seja sincero em tudo que sente e nunca diga um eu te amo da boca pra fora, mas também não se prive de dizer quando isso vier do coração; alguém que leve seus próprios sentimentos mais à sério do que as opiniões/conselhos/medos alheios. Alguém que não tenha medo nem vergonha de sentir e principalmente de demonstrar. Alguém que realmente sinta por mim o que eu estiver sentindo por ela. Alguém cujos sonhos, se não forem os mesmos, sejam pelo menos compatíveis com os meus...

Talvez seja idiotisse minha, ilusão besta de alguém com Vênus em Peixes, querer um amor desses numa época onde tudo é tão líquido... Mas fazer o que se eu sou um (idiota) romântico incurável?

Não hoje, não agora... Meu coração ainda ta todo ferido pela minha última ilusão amorosa, e quero/preciso de um tempo pra curá-lo....

Mas quando isso acontecer, eu não vou me fechar à possibilidade de tentar achar esse utópico amor que procuro...

domingo, 11 de dezembro de 2016

Jornada do Louco

Completei a JORNADA DO LOUCO!!!







Nossa, não foi nada fácil passar por esse processo, mas como valeu a pena!
Foram 22 Semanas vivenciando cada um dos arcanos maiores e enxergando-os em mim e no que acontecia em minha volta durante a Jornada. Eu era um Louco quando comecei essa caminhada, cheio de ânimo, curiosidade e esperança pelo que vinha pela frente... Durante esse tempo aprendi sobre os ciclos da Roda e vi coisas sem base em meu caminho se desmoronarem como uma Torre atingida por um raio, mas também aprendi a ter Temperança, equilibrar as coisas, a tomar as rédeas do Carro da minha vida e fazer dela o que eu quero, com o poder do Mago que que sou. Ouvi conselhos de sábios Sacerdotes e Sacerdotisas e aprendi com Imperadores e Imperatrizes que minha rebeldia e liberdade tem que ter um certo limite sim e que talvez nem todas as regras foram feitas para serem quebradas. Aprendi a deixar a Morte levar aquilo que nao me servia mais, mesmo que tal transição fosse dolorida, e em certos momentos precisei me recolher como um Eremita pra compreender melhor o que estava acontecendo e às vezes como Odin ficou Pendurado em uma árvore tive que me sacrificar pra conseguir isso. Aprendi a ter uma Força não bruta, mas delicada que me permitiu domar o meu leão interior, que como um Diabo, um tentador, me colocava à prova, me confrontava de um jeito sem o qual eu não poderia me libertar de prisões nas quais eu mesmo havia me colocado. Eu tive novamente esperança, ao ver uma Estrela brilhar no meio de toda aquela escuridão que eu havia pintado. O brilho da Lua depois me ofuscou e eu acreditei em certas ilusões que minha mente criava, mas uma hora veio a luz do Sol e iluminou completamente o meu caminho, me permitindo ver melhor os caminhos que eu tinha para trilhar, e como um Apaixonado em dúvida sobre quem realmente ama, eu tomei as decisões que me pareceram corretas no momento, pois eu nao podia mais ficar estagnado, tinha que escolher logo. Segui meu caminho com Justiça, respeitando a ordem de certas coisas e flexibilizando aquelas menos rígidas. Fui provado finalmente, passando por um Julgamento, uma iniciação que me fez despertar para tudo aquilo que eu tinha vivenciado nesse período. Finalmente tornei um ser mais pleno, completo, tomando o controle sobre o meu próprio Mundo. E sabe o que eu me tornei depois de toda essa Jornada? Um Louco, cheio de ânimo, curiosidade e esperança pelo que vem pela frente...
(Rayo Dhevakot Morningstar, 11 de Dezembro de 2016)

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Magia De Tessitura: Fazendo das Agulhas e Linhas Instrumentos Mágicos


(Primeiramente, vou ficar devendo imagens, mas no meu instagram tem algumas de um bordado que fiz!)
Bom, fui pesquisar sobre o assunto e nao encontrei nada em português então decidi eu mesmo fazer uma postagem sobre o assunto. Apesar de ser algo que estou começando a praticar agora, o conceito na verdade é bem fácil (eu diria óbvio até) e eu vou dar umas diquinhas básicas aqui:
Como usar Costura, Tear, Bordado e coisas assim para fazer magia? Ora, da mesma forma que se faz a maioria das magias: Através de correspondências! Você vai usar linhas nas cores que representam o que você quer atrair, vai bordar runas e símbolos que estão ligados ao seu propósito/desejo, pode inserir contas e pingentes com essas cores e símbolos também, enfim.
Por isso falei que acho óbvio! Embora eu nao tenha achado textos sobre o assunto em algum blog por aí, quando eu ouvi falar de Magia de Tessitura, foi isso que veio na minha mente!
-Você pode bordar um desenho "normal" que represente seu desejo, no lugar de símbolo mágicos mais claros, e/ou pode também inserir esses símbolos de forma mais disfarçada no desenho.
-você pode usar símbolos comuns(coração, estrela, cifrão, etç)
-Você pode usar Runas(se costuma trabalhar com elas)
-Você pode criar mandalas mesclando isso tudo e pode inclusive bordar seu nome no meio (ou algo que represente você) e depois vir bordando de fora pra dentro determinando que atrai essas coisas em sua direção.
-Você pode criar um mantra ou cântico ou frase de poder relacionado ao seu feitiço e repeti-lo enquanto faz sua arte.
-você pode usar linhas nas cores correspondentes e fazer vários cachecóis, pulseiras, coisas assim, com vários propósitos diferentes para presentear pessoas queridas
-você pode consagrar suas agulhas como instrumentos mágicos
-você pode embebedar uma linha em uma poção feita com ervas ligadas ao seu desejo e depois coloca-la pra secar antes de usar.
Enfim, como falei iam ser só umas diquinhas mesmo, espero que gostem! Quem já faz ou vai começar a fazer e quiser trocar figurinhas é só chegar! ;)
Beijos e Bênçãos! :*

sábado, 26 de novembro de 2016

Rosário de Chacras

Olá pessoas! No texto de hoje eu vou ensinar como eu fiz e como uso meu Rosário de Chacras (Não consegui postar a foto aqui no blog pelo celular, mas se vcs olharem no meu instagram tem foto dele lá).Primeiramente deixe-me falar que a inspiração para esse segundo modelo (antes eu tinha feito um pouco diferente) veio de uma meditação de equilíbrio dos chacras gravada pelo pessoal da Tradição Caminhos das Sombras que eu já usei varias vezes e que você pode baixar aqui!
Bom, eu gosto de meditações guiadas, mas sou também apaixonade por rosários e japamalas e queria muito fazer um pra meditar com/equilibrar os chacras e usei o mesmo método/ordem da meditação.
Ah, você não sabe o que são chacras? Ok, não sou nenhum profissional no assunto mas vou tentar te explicar com as minhas palavras: São centros de energia que nós temos no corpo. Existem outros chacras, como nas nossas mãos por exemplo, mas essa meditação vai se ater aos sete principais, que são:
1-Chacra Básico, que fica na base da nossa espinha, no cóquix e vamos representar pela cor vermelha;
2-Chacra Sexual, que fica três dedos abaixo do nosso umbigo e vamos representar pela cor laranja;
3-Chacra do Plexo Solar, que fica na boca do nosso estômago e vamos representar pela cor amarela;
4-Chacra Cardíaco, que fica no meio do nosso peitoral e vamos representar pela vir verde;
5-Chacra Laríngeo, que fica na garganta e vamos representar pela cor azul;
6-Chacra do Terceiro Olho, que fica na testa, no meio e acima dos olhos e vamos representar pela cor violeta/lilás/roxa;
7-Chacra Coronário, que fica no topo da nossa cabeça e vamos representar aqui pela cor "transparente"
Bom, vou me ater a essa explicação básica da localização e cor correspondente e vou deixar pra vocês pesquisarem sobre o assunto e entenderem melhor a que áreas da nossa vida cada um deles está ligado! Ok?
Então vamos à montagem do rosário. Você vai precisar de:
-Uma linha resistente e de preferência própria para bijuterias(você pode usar nylon ou silicone por exemplo, mas eu particularmente prefiro e recomendo laxtex)
-seis contas/miçangas vermelhas
-seis contas/miçangas laranjas
-seis contas/miçangas amarelas
-seis contas/miçangas verdes
-seis contas/miçangas azuis
-seis contas/miçangas violetas/lilás/roxas
-seis contas/miçangas transparentes
-treze contas de uma cor diferente das usadas, como preta ou branca e mais uma conta maior que todas nessa mesma cor
-um pingente daqueles de japamala ou em forma de flor ou algo que te lembre os chacras.
Monte o rosário na seguinte ordem: 3 contas vermelhas, 1 conta preta ou branca, 3 contas laranjas, 1 conta preta ou branca, 3 contas amarelas, 1 conta preta ou branca, 3 contas verdes, 1 conta preta ou branca, 3 contas azuis, 1 conta preta ou branca, 3 contas violetas, 1 conta preta ou branca, 3 contas transparentes, 1 conta preta ou branca, 3 contas transparentes, 1 conta preta ou branca, 3 contas violetas, 1 conta preta ou branca, 3 contas azuis, 1 conta preta ou branca, 3 contas verdes, 1 conta preta ou branca, 3 contas amarelas, 1 conta preta ou branca, 3 contas laranjas, 1 conta preta ou branca, e 3 contas vermelhas. Por fim passe a linha das duas pontas pela conta maior e amarre o pingente.
E como usar?
Você vai segurar na primeira conta vermelha enquanto sente a intensidade do seu primeiro chacra, segurando na segunda conta vermelha você vai sentir a amplitude desse chacra, e no terceiro sentir a rotação e a velocidade da rotação. Na primeira conta preta/branca você vai sentir a energia do chacra. Vai repetindo isso com todos os chacras até chegar na conta preta/branca que sucede as primeiras três contas transparentes. A partir daí a gente vai fazer o caminho inverso(do chacra coronário descendo até o chacra base), equilibrando os chacras que sentimos até então: Na primeira conta transparente você vai equilibrar a intensidade do chacra coronário, na segunda equilibrar a amplitude e na terceira equilibrar a rotação e a velocidade da rotação. Na conta preta ou branca seguinte você vai sentir a energia desse chacra, agora equilibrado por você(perceba a diferença). Continue fazendo o mesmo com cada chacra até retornar ao chacra base. Por fim, na conta maior, sinta a energia fluindo por todos os seus chacras, subindo e descendo em equilíbrio.
Bom, espero que vocês tenham gostado da postagem de hoje e que essa idéia vos seja útil em vossas práticas!
Beijos e Bençãos! :*

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Porque a Bruxaria?

Porque ainda lembro de quando era criança e acreditava em fadas, brincava que era mago e conversava com a Lua, a quem carinhosamente chamava de Dinda Lua.
Porque ainda me lembro de como fiquei encantado ao descobrir, aos meus 10 anos, que a Magia tão presente nas minhas brincadeiras era real e que a Bruxaria que tanto me encantava em filmes existia e era uma religião praticada por várias pessoas.
Porque eu cresci achando fantásticos os deuses de civilizações antigas que via nos livros de História, e não entendia porque hoje em dia "a gente" só acreditava em um e a descoberta de que eles ainda eram adorados me trouxe paz.
Porque seguir esse caminho nao foi fácil pra mim e eu tive várias crises que me fizeram ir e voltar varias vezes.
E numa dessas crises eu fui pra uma outra religião que me ensinou que eu não podia ser afeminado, passar lápis nos olhos e amar meninos. Uma religião que criou um ideal de quem eu deveria ser, e esse ideal mesmo sendo seguido por mim com verdade, dedicação e sinceridade, era um ideal irreal e um belo dia eu caí em mim, e essa foi a melhor queda que eu tive na vida... E ainda me lembro que quando saí dessa religião eu me reencontrei na Bruxaria, vi Ísis na Lua em meu primeiro esbath e aprendi uma frase, que em contraposição à "Deus odeia gays"/"Deus abomina homossexuais" que tanto me machucavam, foi uma frase que bateu na alma como um bálsamo: "A Deusa Ama a Diversidade".
Porque mesmo depois disso eu me perdi em mim mesmo outras vezes e me afastei outras vezes também, e a Deusa me chamou outras vezes, em Cachoeiras, em passeios na mata que me fizeram chorar, em Borboletas que me acompanhavam, em ventos que me bagunçavam o cabelo e sussurravam segredos no ouvido... E como eu poderia fugir desse chamado?
Porque o místico, o esotérico, sempre me encantou, desde que eu era criança e via anúncios de leituras de búzios e cartas em jornais e lia simpatias e textos sobre anjos em revistas de signos. E quando eu comecei a trazer oráculos e magias para meu dia a dia eu me sentia novamente aquela criança encantada pelos mistérios da vida.
Porque a cada nov@ Deus@ que conheci eu ganhei um@ nov@ amig@, aprendi uma nova lição, trabalhei um aspecto diferente meu.
Porque eu já estudo a Bruxaria, mesmo que nao consecutivamente devido minhas crises, desde os dez anos, e sei que ainda não aprendi quase nada: Cada dia conheço uma nova divindade, um novo sistema mágico, uma nova técnica, e vejo que esse caminho vai ser cheio de novidades por toda a minha vida... E isso é "mágico e encantador" *-*
Porque eu vi diversas vezes a magia funcionar em minha vida e ajudar não só a mim mas a amig@s e amores com curas, prosperidade e amor, isso quando não foi simplesmente aquela sensação de paz e direcionamento e ajuda pra tomar decisões que pude ajudar a trazer com a leitura de um oráculo.
Porque mesmo tendo ido muitas vezes, eu sempre volto e a cada vez que volto estou mais maduro, e não tenho dúvidas de que esse é o Meu Caminho e que tentar fugir desse chamado, por qualquer razão que for, é perda de tempo...
Porque olho pras minhas praticas magicas, oraculares e devocionais, ouço meus cânticos pagãos, olho pros deuses por quem sou apaixonado e, mesmo estando ciente de que tenho muito o que aprender e desenvolver, sei que pelo menos nesse sentido mágico-religioso, que é o maior foco da minha vida, eu posso citar aquele trecho da música Dejavú da Pitty: "Eu tô exatamente onde eu queria estar" 🎶

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Politeísmo e Poliamor 3: Amores Vão Embora, Amores Vem

Esse texto é uma continuação de uma série chamada Politeísmo e Poliamor, no qual faço uma relação entre a forma que me relaciono com @s Deus@s e meus amores.
O primeiro foi sobre o Amor múltiplo em si e o segundo sobre dividir tempo/atenção entre eles. Esse terceiro é sobre Amores e Deus@s que passam em nossas vidas por um período específico e se vão embora quando já vivemos/aprendemos com eles o que já precisávamos.
Pra pessoas que adoram um Panteão fixo desde que começaram seu caminho talvez nao entendam exatamente, mas pessoas ecléticas, principalmente aquelas que celebram diferentes deusxs a cada esbath ou um panteão diferente a cada roda sabem do que estou falando: Tem deusxs que realmente não passam em sua vida pra ficar e se tornar umx de sus deusxs de culto, mas apenas para te ajudar e ensinar alguma lição em determinada situação ou por determinado período.
E em relacionamentos é a mesma coisa! Tem gente que vem pra ficar mais tempo, tem gente que não. Tem gente que só passa na nossa vida pra nos ensinar algo (nem que seja o que NÃO fazer haha). Tem um detalhe importantíssimo na mitologia de Yansã, e eu vou abordar isso melhor em um texto futuro dessa série mesmo, que diz que ela teve muitos amores, mas de cada um ela trouxe algo pra sua vida: Um conhecimento, um poder. E dia desses eu tava aqui pensando nisso: Em tudo que vivi com cada pessoa que amei e o que eu trago comigo de cada experiência dessa.
E com xs deusxs foi a mesma coisa: Tem divindades que eu honrei em esbaths (na época eu celebrava uma deusa diferente a cada lua cheia), que ficaram em minha vida por mais tempo, como Pele, Aset (Ísis) e Yemanjá. Mas tem outras que nosso contato acabou ali naquele rito, como Pachamama, Asherrah e Diana. Tem divindades que foi paixão a primeira vista e desde que conheci não se foram mais de minha vida, como o Deus Azul, Yansã e Obaluaiê, Brighid, Hekate, e tem outras que me ensinaram lições e depois se foram, como Lilith e Inanna e Ereshkigal, deusas com quem trabalhei minhas sombras e minha sexualidade durante repetidas luas negras e me ajudaram muito a ter orgulho de quem eu sou e não esconder isso, mas me posicionar! Entres as divindades que eu acabei nao mantendo culto, e não citei todas aqui assim como não citei todas que permaneceram, algumas eu pretendo me reaproximar hoje.
Já com meus relacionamentos, não. Já vivi o que eu precisava viver com eles e nos que a gente brigou e depois tentamos uma segunda vez nunca deu certo (com exceção de uma menina, cujo retorno foi ainda melhor). Na época eu me criticava por isso achando que era culpa minha que tantos relacionamentos davam errado e tal. Hoje eu sei que elas já desempenharam o papel que precisavam em minha vida. Foi feliz encontro e feliz partida. E com exceção de dois mais antigos, todos os outros são meus amigos até hoje. Tem gente que já me odiou depois de um fim, e hoje a gente compartilha segredos e torce um pelo outro. Porque amar é isso: Querer x outrx bem, com ou sem a gente.

Politeísmo e Poliamor 2: Como Lidar Com Muitos Amores e Deuses


105541701v10_225x225_Front_padToSquare-trueBom, o primeiro texto dessa série foi sobre a ligação que percebi entre o se amar mais de uma Divindade e amar mais de uma pessoa também. Foi uma reflexão e o texto terminava ali, mas conversando com uma irmã do Caminho, com quem tenho um grupo de estudos(e que é monogâmica, só pra comentar) chegamos no assunto de como é arrumar tempo pra dedicar a todos os Deuses que aparecem em nossas vidas e como cultua-los de forma mais ou menos igualitária. E é claro que ao debater tal assunto fiz um novo paralelo com os meus relacionamentos e pronto, uma continuação do texto surgiu daí.

Como comentei naquele texto, estou numa fase parecida tanto na vida amorosa quanto espiritual: Hekate tomou um lugar central em minha vida atualmente, e humanamente falando apareceu o Caio me deixando completamente apaixonado. E sobre lugar no meu coração pra eles e mais amores e Deuses ainda, sem sombras de duvidas que há (aliás já surgiu, pois nessas últimas semanas o Ethan surgiu na minha vida, e embora por enquanto sejamos apenas dois amigos que tem o poliamor e alguns gostos musicais e idéias em comum, eu estaria mentindo se não confessasse que a cada dia mais me encanto com seu jeito e anseio por nossos momentos de conversas, tanto quanto pelo Caio.) E emocionalmente eu lido super bem com isso, sem duvida alguma de meus sentimentos nem por eles e nem por meus amores mais antigos. Nem por Hekate, e nem pelos antigos Deuses que eu já adorava antes.
Agora e na prática? Como dar a mesma atenção e carinho pra todos seus amores evitando assim sentimentos como ciúmes ou sensação de desprezo? E como montar altares para tantos Deuses? Como fazer sua prece a Hekate diariamente acendendo a vela dela e incensos sem fazer o mesmo pra Pele, Yansã e Ísis que já tiveram papeis importantíssimos no meu Caminho? Aliás, Pele entra numa categoria especial junto com Lilith, Inanna, e Kalli... Deusas pra quem eu já fiz rituais, fizeram parte de minha vida por um determinado tempo e a gente simplesmente se afastou... E eu quero hoje recuperar tais contatos... Mas e se eles forem como os amores que ja se foram e não voltam mais? (Por curiosidade, Pele era a "deusa madrinha" de meu casamento, e meu contato com Ela acabou quase que junto com o fim do mesmo). Como se adaptar ao novo sem deixar o que já está na sua vida ha mais tempo? Como conciliar isso pra que seus antigos amores não pensem que você gosta menos deles e seus antigos deuses não pensem que foram usados como "deuses de prateleira" e descartados depois de cumprirem na sua vida o que você precisava aprender com eles? E se realmente a missão deles foi exatamente essa e não se importam que você nao dedique a Eles o mesmo tempo de antes? Afinal ha pessoas que passaram na minha vida e me ensinaram muito e hoje eu sequer falo com elas, o que não quer dizer que eu não as ame...
Bom não escrevi esse texto pra pedir respostas nem tampouco dá-las. Estou apenas compartilhando minhas reflexões, sobre problemas para os quais eu estou buscando soluções com pequenas lições na própria experiência. Mas comentários de pessoas que também passaram por tais momentos e/ou se fizeram taus perguntas(seja no âmbito religioso ou no amoroso) são bem vindos, ok? A gente aprende muito compartilhando experiências! Bênçãos a tod@s! E até a próxima!
OBS: Assim como o texto anterior esse também foi escrito ano passado e os relacionamentos nele citados não correspondem com minha situação atual. aliás nem a fase espiritual que estou hoje é a mesma também.