quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Politeísmo e Poliamor 2: Como Lidar Com Muitos Amores e Deuses


105541701v10_225x225_Front_padToSquare-trueBom, o primeiro texto dessa série foi sobre a ligação que percebi entre o se amar mais de uma Divindade e amar mais de uma pessoa também. Foi uma reflexão e o texto terminava ali, mas conversando com uma irmã do Caminho, com quem tenho um grupo de estudos(e que é monogâmica, só pra comentar) chegamos no assunto de como é arrumar tempo pra dedicar a todos os Deuses que aparecem em nossas vidas e como cultua-los de forma mais ou menos igualitária. E é claro que ao debater tal assunto fiz um novo paralelo com os meus relacionamentos e pronto, uma continuação do texto surgiu daí.

Como comentei naquele texto, estou numa fase parecida tanto na vida amorosa quanto espiritual: Hekate tomou um lugar central em minha vida atualmente, e humanamente falando apareceu o Caio me deixando completamente apaixonado. E sobre lugar no meu coração pra eles e mais amores e Deuses ainda, sem sombras de duvidas que há (aliás já surgiu, pois nessas últimas semanas o Ethan surgiu na minha vida, e embora por enquanto sejamos apenas dois amigos que tem o poliamor e alguns gostos musicais e idéias em comum, eu estaria mentindo se não confessasse que a cada dia mais me encanto com seu jeito e anseio por nossos momentos de conversas, tanto quanto pelo Caio.) E emocionalmente eu lido super bem com isso, sem duvida alguma de meus sentimentos nem por eles e nem por meus amores mais antigos. Nem por Hekate, e nem pelos antigos Deuses que eu já adorava antes.
Agora e na prática? Como dar a mesma atenção e carinho pra todos seus amores evitando assim sentimentos como ciúmes ou sensação de desprezo? E como montar altares para tantos Deuses? Como fazer sua prece a Hekate diariamente acendendo a vela dela e incensos sem fazer o mesmo pra Pele, Yansã e Ísis que já tiveram papeis importantíssimos no meu Caminho? Aliás, Pele entra numa categoria especial junto com Lilith, Inanna, e Kalli... Deusas pra quem eu já fiz rituais, fizeram parte de minha vida por um determinado tempo e a gente simplesmente se afastou... E eu quero hoje recuperar tais contatos... Mas e se eles forem como os amores que ja se foram e não voltam mais? (Por curiosidade, Pele era a "deusa madrinha" de meu casamento, e meu contato com Ela acabou quase que junto com o fim do mesmo). Como se adaptar ao novo sem deixar o que já está na sua vida ha mais tempo? Como conciliar isso pra que seus antigos amores não pensem que você gosta menos deles e seus antigos deuses não pensem que foram usados como "deuses de prateleira" e descartados depois de cumprirem na sua vida o que você precisava aprender com eles? E se realmente a missão deles foi exatamente essa e não se importam que você nao dedique a Eles o mesmo tempo de antes? Afinal ha pessoas que passaram na minha vida e me ensinaram muito e hoje eu sequer falo com elas, o que não quer dizer que eu não as ame...
Bom não escrevi esse texto pra pedir respostas nem tampouco dá-las. Estou apenas compartilhando minhas reflexões, sobre problemas para os quais eu estou buscando soluções com pequenas lições na própria experiência. Mas comentários de pessoas que também passaram por tais momentos e/ou se fizeram taus perguntas(seja no âmbito religioso ou no amoroso) são bem vindos, ok? A gente aprende muito compartilhando experiências! Bênçãos a tod@s! E até a próxima!
OBS: Assim como o texto anterior esse também foi escrito ano passado e os relacionamentos nele citados não correspondem com minha situação atual. aliás nem a fase espiritual que estou hoje é a mesma também.

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