quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Politeísmo e Poliamor 3: Amores Vão Embora, Amores Vem

Esse texto é uma continuação de uma série chamada Politeísmo e Poliamor, no qual faço uma relação entre a forma que me relaciono com @s Deus@s e meus amores.
O primeiro foi sobre o Amor múltiplo em si e o segundo sobre dividir tempo/atenção entre eles. Esse terceiro é sobre Amores e Deus@s que passam em nossas vidas por um período específico e se vão embora quando já vivemos/aprendemos com eles o que já precisávamos.
Pra pessoas que adoram um Panteão fixo desde que começaram seu caminho talvez nao entendam exatamente, mas pessoas ecléticas, principalmente aquelas que celebram diferentes deusxs a cada esbath ou um panteão diferente a cada roda sabem do que estou falando: Tem deusxs que realmente não passam em sua vida pra ficar e se tornar umx de sus deusxs de culto, mas apenas para te ajudar e ensinar alguma lição em determinada situação ou por determinado período.
E em relacionamentos é a mesma coisa! Tem gente que vem pra ficar mais tempo, tem gente que não. Tem gente que só passa na nossa vida pra nos ensinar algo (nem que seja o que NÃO fazer haha). Tem um detalhe importantíssimo na mitologia de Yansã, e eu vou abordar isso melhor em um texto futuro dessa série mesmo, que diz que ela teve muitos amores, mas de cada um ela trouxe algo pra sua vida: Um conhecimento, um poder. E dia desses eu tava aqui pensando nisso: Em tudo que vivi com cada pessoa que amei e o que eu trago comigo de cada experiência dessa.
E com xs deusxs foi a mesma coisa: Tem divindades que eu honrei em esbaths (na época eu celebrava uma deusa diferente a cada lua cheia), que ficaram em minha vida por mais tempo, como Pele, Aset (Ísis) e Yemanjá. Mas tem outras que nosso contato acabou ali naquele rito, como Pachamama, Asherrah e Diana. Tem divindades que foi paixão a primeira vista e desde que conheci não se foram mais de minha vida, como o Deus Azul, Yansã e Obaluaiê, Brighid, Hekate, e tem outras que me ensinaram lições e depois se foram, como Lilith e Inanna e Ereshkigal, deusas com quem trabalhei minhas sombras e minha sexualidade durante repetidas luas negras e me ajudaram muito a ter orgulho de quem eu sou e não esconder isso, mas me posicionar! Entres as divindades que eu acabei nao mantendo culto, e não citei todas aqui assim como não citei todas que permaneceram, algumas eu pretendo me reaproximar hoje.
Já com meus relacionamentos, não. Já vivi o que eu precisava viver com eles e nos que a gente brigou e depois tentamos uma segunda vez nunca deu certo (com exceção de uma menina, cujo retorno foi ainda melhor). Na época eu me criticava por isso achando que era culpa minha que tantos relacionamentos davam errado e tal. Hoje eu sei que elas já desempenharam o papel que precisavam em minha vida. Foi feliz encontro e feliz partida. E com exceção de dois mais antigos, todos os outros são meus amigos até hoje. Tem gente que já me odiou depois de um fim, e hoje a gente compartilha segredos e torce um pelo outro. Porque amar é isso: Querer x outrx bem, com ou sem a gente.

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