Poesias (Poli)Amorosas

Ménage

"Seus lábios tocaram os meus
Meu corpo ansiava pelos corpos seus
Eram quatro mãos a me acariciar
Duas bocas deliciosas para eu beijar
Dois falos eretos apontando para mim
Meu corpo todo gritava sim
E eram lábios e línguas
Eram toques e arranhões
Eram carinhos e tapas
Entre chupadas e penetrações
Vocês gemiam no meu ouvido
E eu ficava arrepiado
Gozamos os três ao mesmo tempo
E adormecemos abraçados"
(Rayo Dhevakot Morningstar)


***

Amor Livre


Eu acho estranho perceber

Pra mim não faz nenhum sentido

Que havendo guerras, fome, doenças...

Deva logo o amor ser combatido

Querem criar regras e defifinições

Para guiar nossos corações

Nos dizendo como devemos amar

À quem dar a mão e quantos beijar

Por que deveria alguém fora de nós

Limitar nossos desejos, calar nossa voz?

Se tem, todes es envolvides

Idade e sanidade para consentir

Com que direito alguém pode proibir?

Que diferença faz se os dois são do mesmo sexo?

A menos que você seja um dos dois, expressar-se contra tal amor não tem nexo

Assim também não faz sentido limitar a quantidade

Cada casal/trisal ou grupo define seu nível de liberdade

E foda-se aqueles de foranque disserem que não é amor de verdade

Portanto ame como você quiser

Desde que el@s quiserem também

Se respeitem, sejam sincer@s

E não deem ouvido a mais ninguém!


***

Novas Paixões

E eis que nessa

 vida rotineira
em um momento
a gente da bobeira

E o coração da gente

logo se apaixona

Mas isso não é o fim

Como nos fazem pensar

Novas paixões não destroem

Aquelas já existentes

Amores sempre vem

Pra acrescentar

(escrita em 09 de abril de 2015)


***


Estatuto da Família


Eu e você
E porque não mais alguém?

Um gato, um cachorro
E filhinhos também
E não me importam
Estatutos e definições
As únicas regras virão
De nossos corações
E então criaremos nossos próprios conceitos
E derrubaremos preconceitos
E enquanto em nosso lar
Reinar o amor, o respeito e a alegria
Ninguém poderá dizer
Que não somos uma FAMÍLIA!


***


Aves

"E eis
Que em meio
A tantos vôos
A tantos bandos
Encontramos outras aves
Para seguir conosco
Parte da jornada
Até que
Em dado momento
Precisamos despedirmo-nos
Juntar-nos a outros bandos
Mudar o rumo
E entender por fim
Que é individual a caminhada"
(Escrito em 09 de Abril de 2015)

***

Ciúmes

"E como eu poderia

Meu amor me entristecer

Com alguém que te dá momentos

De alegria, amor e prazer?

E como eu poderia

Meu bem, amaldiçoar

Alguém que beija seus lábios

Toca seu corpo, te faz gozar?

Como chamar de inimigo

Alguém que nunca lhe fez mal?

Este ciúme é um sentimento

Tolo, desnecessário, banal..."

(Escrito em 07 de Maio de 2015)

***


Magia Corporal


"Esse seu corpo, meu bem

Que outros tocam também

Uma certa magia tem

Que me faz um bem

Que egoísmo seria

Se eu dissesse que queria

Que só o compartilhasse

Comigo e com mais ninguém

Ah, não, eu seria um tolo

E iria perder

O espetáculo que é ver

Outros corpos

Dançarem com e em você"

(Escrito em 07 de Maio de 2015)


***

Seus Amores

Hey amor
Me conte sobre seus amores
Diz pra mim
Detalhes sobre os sabores
De cada beijo, cada corpo
E me fala o que
Cada um te faz sentir
Não estranhe
Você sabe que eu não tenho ciúme
Senta aqui
Se abra e se acostume
Com o fato
Que é exatamente
Por eu amar você
Que eu quero
Sentir seu coração bater
Por muitos amores
E com muitos corpos
Ter prazer

(Escrita em 28 de Agosto de 2015)

***

Da Liberdade de Amar

"Amor

Te quero aqui

Perto de mim

Mas só

Quando você

Quiser também

Não quero

Meu amor

Ser sua prisão

Nem te impedir

De estar

Com outro alguém"

 

(Escrito em 09 de Abril de 2015)


***

"Me ame
mas nem pense
em querer limitar
minha liberdade 
de amar.
Eu vou voar
por fim:
seja no começo
seja no durante
seja no fim.
Você não pode
me impedir de voar.
E seria cruel,
se você tentasse!
Sua verdadeira escolha é:
me deixa partir sozinho
por não suportar
essa minha vontade de ir e vir
ou voa comigo, e volta comigo
amando a liberdade
que tanto faz parte de mim?"
(Rayo Dhevakot Morningstar, Vila Velha 14-09-2016, 15:50)


***


O Jeito Yansã de Amar


"E a filha de Yansã amou
Amou enquanto pôde
Amou enquanto havia
Amor para ser dado
Amou enquanto havia
O que ser compartilhado
Amou pelo tempo
Em que sinceramente podia
Chamar de amor
Aquilo que sentia
Amou intensamente
Na cama, nua
E amou intensamente
De mãos dadas na rua
Mas quando amor não havia mais
Não se prendeu nem mentiu
Abriu suas asas
E como o vento de sua Mãe, partiu."
(26/08/2016)

Dedico essa poesia à minha amiga e também filha de Yansã, Mariana Cariad Rocos 
<3

***


"Voem
Amores meus
Voem sem mim
E voltem 
Quando quiserem
Se quiserem voltar.

Voem
Amores meus
E me levem junto
Se for vontade
Dos vossos corações
Com o meu voar.

Mas
Amores meus
Fiquem
Se eu quiser ir sozinho
Respeitem minha liberdade
De escolher ir ou ficar.

E se eu for
E vos deixar
(Ou vocês forem e eu decidir ficar)
Não nos entristeçamos:
Se todos quisermos
A gente pode se reencontrar"
(25/08/2016 - 21:30)


***

(EM CONSTANTE CONSTRUÇÃO)




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